quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tema: I'm done

I’m done


blaming the start
(it’s not a dart)

throwing my art
I’ll just need heart

then I’ll be smart
whichever the part


enough of


blaming my art
(that’s not my part)

throwing my heart
I’ll just be smart

then I’ll try the dart
whenever we start


I’m through


blaming my heart
(that’s not so smart)

throwing the dart
I’ll just do my part

then I’ll try to start
whatever we call art


art is the part of my heart that was missed by the smart dart of the start


Pedro Paulo de Andrade Jr.
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Narcisistic discution on the water mirror

I’m not in mood
I did more than could

I’ve tried give you peace
I’ve tried not to leave.

But I’m done.

I’m done with rules.
I’m done to be cruel.
I’m done to be true.
I’m done to be you.

I’m done to been done.


Augusto Moreno dos Anjos

terça-feira, 14 de abril de 2009

Tema: Qual é o tipo?

Promíscua Fonte do Erro


Não há o que me conforme.

O olho dela é tão disforme.


O bojo é muito arredondado

O corpo muito alongado


A orelha muito dura

Não teve ligatura


A serifa ultrapassada

Ela não me passa nada.


Conheci na internet

E se disse Versalete


Vê se pode, quem engana?

Sem conceito, sem gana.


Ela não faz o meu tipo.



Augusto Moreno dos Anjos

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fonte


de que me importa o seu métier

se você é times new roman

e eu courrier?


de que me serve a estética

se só vejo Comic Sans

e quero mesmo é helvética?


não é que eu sou moleque

é que você é verdana

e eu sou arial black


só haveria atrito

você fala em itálico

eu falo em negrito



fica então explicado o descaso

fica então explicada a pose

pois preciso de espaçamento duplo

e cansei do tamanho doze


e vai-te com tua CAIXA ALTA que eu gosto mesmo é de letra minúscula




Pedro Paulo Baptista de Andrade Jr.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tema: Clarividência

Clari(e)vidente

É claro e evidente
O que passa na mente
Sem caso ao acaso
e provoca o ocaso
do justo eminente

É clarievidente
em tudo que impera
e assim persevera
no jogo da mente



Augusto Moreno dos Anjos

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Clara-mente


Claramente,

Tudo é claro
Nada mente
Branco como clara
Ilusoes da mente




Flávia Vendramin

Tema: Mostarda de Arte

Trans-substancial


Substância ânsia
Que flagelo elo
A mostarda tarda

Substância arte
da vertente mente
que dialoga logo
com o presente ente
amargando a parte

a mostarda arde
a mostarda arte



Augusto Moreno dos Anjos

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mostarte

uma nota errante

a idéia, a idéia e a idéia

e a forma, a forma e a forma

e o resto

a faísca grande e pequena

que alimenta o fogo grande apenas

a entrada

o copo entre a mão e o chão

o corpo entre o sim e o não

o topo entre o céu e o grão

fumaça

pele

um quarto sujo e desarrumado

no centro de uma cidade que já viu amores

uma inquilina chata

uma camisa cheia de sangue

o real que dormindo

acorda para o sonho

mil eus e mil vocês

começos e começos

em fins sem fim

noites de ontem

manhãs do amanhã

e a tarde de hoje mesmo

engolir seco e cuspir molhado

fuga corajosa

vício delicioso

mãos e mãos e mãos

caixa secreta de madeira

com um bilhete para o cinema

com uma pena de duas cores

com uma lasca de árvore

três giz de cera pelo meio

e uma carta

a carta

as últimas páginas

de um caderno de ciências pela metade

beira virgem de rio esquecido

trapos e cheiros de alguém

dor e carne fresca

e amar a não poder mais

arte é mostarda

arte é tudo isso com mostarda



Pedro Paulo Baptista de Andrade Jr.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Tema: Musa Garrafa

Ode a Boemia


Oh garrafa minha musa

Me sedusa

Me abusa

Me usa

Oh garrafa que entorno

De belo torno

Sem retorno

Só dor de cabeça

Oh garrafa que entorpece

Não me esquece

Me aquece

Me enlouquece

Oh garrafa que vazia

Já de dia

Foi-se a boemia

Fica a ressaca e a asia.


Garrafa musa megera.



Augusto M. dos Anjos


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absolut poema


me usa

me usa

me usa

me usa

me usa

garrafa musa

faz a noite obtusa

dá algum sentido

à cabeça confusa

e depois parafusa

arte e vanguarda

na parede branca

pálida, feia, difusa

vem garrafa musa

não quero a pedra

do olho da medusa

não quero a água

nem a vida reclusa

que acusa e recusa

vem garrafa musa

e nunca me reduza

ao sabor da água

ao amor de mágoa

garrafa, me abusa!



Pedro Paulo Baptista de Andrade Jr.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Tema: Zero também é número

Reflexão da Origem de Nada

Um zero a esquerda

A zero hora

Reflete no marco-zero:

Do zero surge a vida

O zero é a partida

O zero é o começo

O zero é o avesso

O zero não se divide

Não multiplica

Neutraliza e eleva

Tudo elevado a zero é um.



Augusto M. dos Anjos
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pornoema

pra quê dois?

deixa isso pra depois!

e se já foi a vez

do delicioso três

imagine quatro!

nem cabe no quarto!

…bem sabem que brinco

já tive até cinco!

e já pensam vocês

- que nada! foram seis!

(sem contar a Ivete

com ela, são sete)

e se chega no oito

já nem chamo de coito

sede é bom quando chove

que já pede por nove

e quem sabe tu és

o tão esperado...

alias não.

pra quê tantos

numerais assim

aos meus pés?

quero mesmo é o zero

o mero zero

que faz um virar dez



Pedro Paulo Baptista de Andrade Jr.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tema: entre parenteses e aspas

(“Segredo”)

Entre parênteses e aspas
Vou lhe contar um segredo
Entre parênteses e aspas
Vamos levando a vida
E há de se seguir sem medo
Do contrario será sofrida

Entre parênteses e aspas
Muitos não sabem viver
Esperam sempre outro amanhecer

Entre parênteses e aspas
Isso fica cá entre nós
O alvorecer da vida é agora
Que já se vai sem demora
E do qual pouco sabeis vós

Entre parênteses e aspas
(“tudo um dia acaba”)

Augusto M Anjos
17/05/08
16:46
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(“eu”)


Pedro Paulo de Andrade Jr.
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